
Falar dele. É eu esperei um tempo para poder falar algo de meu pai. Vou tentar resumir. Ás lembranças que tenho dele, são boas. Meu pai sempre foi presente na questão de escola. O sinal batia e podiamos ter a certeza que ele estava ali fora nos esperando fumando seu cigarro, conversando sempre com um pai de amigo nosso e conversando de tudo, desde os juros da China como o jogo do Santos. Cortar cabelo com ele era como ir para um estádio de futebol, queriamos que o gol saísse e este gol era o corte asa delta do Vanderley. Ele contava cada história que melhor deixarmos para lá. No sábado de manha quando pequeno a curtição era ir na casa de meu avô, ali podia ser amado mais e mais e a pergunta do vô era: e a carteira? esta colada? e pronto vinha uma mesadinha de 2 reais..ah mais era esses dois reais que fazia a diferença..pois mais tarde meu pai iria pedir emprestado, risos....mas e quando teriamos de volta? sempre nós tinhamos de volta. Meu pai não gostava na verdade que quando falavamos: vamos nesta micareta até ficarmos velhinhos...e agora eu sei porque ele dava uma risadinha tipo: vocês não sabem o que estão falando....não sabiamos mesmo....minha irmã chegava e dizia que o Bozza ia nos pegar na minha vó...se eu quisesse sair com eles, era pra eu me arrumar rapidamente porque a caminhada até a avenida do Planalto Verde era coisa de segundos...só nos davamos conta que estavamos doidos no meio do caminho com um ataque de riso. Tá todo mundo louco! esta era a frase dele depois de um almoço em familia, suas opiniões centrava numa preocupação tambem. Minha mãe sempre dizia: teu pai esta preocupado...e sabe porque? Porque ele queria que o que queriamos acontecesse mas muitas vezes não sabia como fazer. Uns anos foram amargos, mas depois ele voltou a pintar o quadro branco. A tinta podemos dizemos que um pouco seca e com um certo prazo de validade. Mas esta validade da tinta, pode até ter vencido, mas a cor esta ai. Ah que saudades que tenho dele. Confesso, tive já raiva dele sim, sem entender muitas coisas no começo, mas vem cá....ele é meu pai, ele teve uma história, ele deu os conselhos exatos e os que ele não disse ele expressou em sua vida. Expressou num conhecer gigante. Não posso negar, faltou entendimento da minha parte também, mas quem é que não passa por idades....Um dos momentos era a tal praça do jardim mosteiro, ali tinha um leão que foi esquecido por uma cachorra que minha mãe havia comprado, onde pensei que fosse pastel de carne a novidade e quando fomos ver era a Tila com um laço vermelho. Os cachorros adoravam ele. Cachorros amigos de bar, não gostava, tinha ciúmes, confesso. Mas deixamos de lado e porque não investigar porque ele não foi mais em estadio de futebol? um dedo sangrando apareceu...bom já ate imagino....comercial e santos seus times favoritos. Não é mesmo Mateus? amava meu primo e seu sobrinho Igor. Os dois estavam ali junto comigo abraçados vendo o fisico ir. A vida vivida por ele foi talvez atropelada por vidas ao lado. Uma força que hoje me sustem chamada fé é a força que faltou muitas vezes..mas a vida ja tinha corrido, o histórico estava ali. Mas tudo tem a primeira vez. A primeira bicicleta. O primeiro computador que era por causa das batatas que ele começou a vender....48h nem isso...mas dessas batatas sairam grandes banquetes com amigos do regatas. Regatas...ah que saudade deste clube...sabe, são momentos assim que não posso esquecer, faz parte de minha história. Jamais deixarei de contar detalhes para a proxima geração. Nome do seu avô....Valdir! É pai..que saudades tenho suas..q saudades!
V.L